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Bugios

BUGIO-RUIVO

São os mais numerosos no Criadouro, hoje somando 21 exemplares.

Grupo Boni

Boni – Macho adulto, proveniente de Soledade, no Rio Grande do Sul. Foi encontrado vagando numa construção civil sendo apreendido e encaminhado à Polícia Ambiental, passando aos cuidados do Zoológico da Universidade de Passo Fundo. Foi transferido para o Primaves aos 04 de Fevereiro de 2005. Acredita-se que sua idade gire em torno dos 20 anos. É dócil e possui paralizia nos dedos da mão esquerda, devido aos graves ferimentos causados por outro macho, quando habitava a metade do recinto da família residente. Só não perdeu a mão graças a insistência e os cuidados veterinários intensivos.




Pipóca –
Fêmea jovem-adulta. Chegou ao Primaves no dia 02 de abril de 2005, proveniennte do Criadouro Conservacionista “Arca de Noé”, no município de Morro Reuter, RS, que acolheu o animal por alguns dias. Recebeu esse nome porque ao avistar as pessoas salta como uma pipóca na panela…Tem a coloração mais alaranjada, característica dos machos e assim foi considerada, durante os anos que viveu em cativeiro doméstico. Era tratada como animal de estimação, dormindo na cama com seus donos! Passou antes por uma clínica veterinária, que detectou um pino numa de suas patas.



 


Nina – Juvenil, de aproximadamente 18 meses de idade, maltratada e sem procedência definida. Passou pelos mesmos locais que a Pipóca, afeiçoando-se a ela e enfrentando o cativeiro com temor. Juntas chegaram ao Centro. Possui apenas o olho direito.Acredita-se que tenha sido ferida por chumbo de espingarda, ou por arames da gaiola. Fora identificada e descrita como macho, mas no Primaves foi sexada e recebeu o nome definitivo de Nina! Com o Boni e a Pipóca forma uma família afetiva, sem estresse, com muitas brincadeiras durante o dia, dedicando-se também a catar o macho e a fêmea.




Lucky –
Primeiro bebê do Boni e da Nina. Cresce muito bem junto à família, ora nos braços da mâe biológica, ora agarrada na outra "mâe", Pipoca. O macho também atende às necessidades, quando o pequeno tenta explorar o ambiente.

 

Grupo Nito




Nito –
Macho jovem adulto, de aproximadamente oito anos de vida, chegou ao Centro no dia 04 de fevereiro de 2005, proveniente do Zoológico da UPF, recuperado de graves ferimentos, graças aos cuidados e zêlo da veterinária. Chegou ao Zôo muito machucado, vitima do ataque de cães de uma propriedade rural no interior do município de Soledade, RS. Acredita-se que o animal era mantido preso pela proprietária e tendo escapado foi agredido impiedosamente por cães. Após o tratamento, restou apenas uma pequena seqüela no lado esquerdo do lábio superior, que deixou à mostra os caninos, desse lado da face. Quanto ao mais é dócil, dono de uma pelagem extremamente cuidada e brilhante, mostrando sua juventude.


Margarida – Fêmea jovem adulta, de seis anos e meio de idade foi recolhida, ainda nos primeiros dias de vida, pela sra. Silvia Ribeiro, e como outros bebês, salva de ser traficada, após matarem sua mãe… Foi criada com todo o cuidado, até o momento que começou a mostrar-se como animal selvagem, com mordidas e outros ataques. A cuidadora agiu corretamente e conduziu-a pessoalmente ao Centro, com anuência do Ibama. Margarida sofreu com a separação e não foi aceita pela família do Boni. Foi então apresentada ao inofensivo Nito, com o qual formou um casal ativo.





 


Jade –
Primeira cria do casal. Alegre, brincalhona e muito agarrada com os pais. O casal a acolhe e ensina como viver no cativeiro, como comer e apreciar as folhas das árvores nativas que, diariamente, lhe são oferecidas.

 



Grupo Raí       

Esse grupo formou-se a partir da separação do Nito, com quem viviam, pelas brigas constantes com a fêmea Margarida e pelo comportamento de estresse e medo que estava se instalando nos filhotes.



Raí –
Encontrado caído e muito assustado e estressado,  numa estrada do interior de Lagoa Vermelha, RS foi recolhido pela Patram, que o encaminhou ao Centro no dia 23 de setembro de 2004. Sua chegada foi providencial, pois encontrou um companheiro de mesma idade, necessitando de companhia.  Mesmo hoje, com três anos e meio de idade, alegre e solto, ainda mostra-se tímido.








Raísa – No dia 06 de outubro de 2004 fomos avisados por uma família do interior do município de Vila Lângaro, RS, que por ali vagava um filhote de macaco. Era uma fêmea de bugio ruivo, de aproximadamente 7 meses de idade. Suja e assustada, foi recolhida pelos membros da EPRIM de um estábulo, onde abrigava-se junto às vacas de leite. Certificada pela Patram foi encaminhada ao Primaves. Após serem realizados os primeiros exames médicos foi desvermifugada. Somente semanas depois, completamente limpa, passou a integrar o pequeno grupo, com o qual convive até hoje. É meiga e dócil, e aceita os pequenos que chegam, sem problemas. Sua grande tristeza foi, primeiramente, o ataque impiedoso e feroz, por parte da Margarida, e depois a separação do Nito. Hoje, entretanto, é a companheira do Raí, com o qual estabeleceu família, com o nascimento de seu primeiro bebê!


Grupo Greg  

Greg – No dia 05 de outubro de 2005 outro filhote de bugio-ruivo foi entregue pelo Ibama aos cuidados do Centro, o Greg. Havia passado pelo CETAS do Zoológico de Sapucaia do Sul, com procedência do Parque Estadual de Itapuã. As recomendações médicas foram de que o animal estava saudável. Por esse fato foi incorporado no recinto dos infantes assim que chegou, recebendo uma calorosa recepção. Alguns meses depois o Núcleo de Saúde da Convidas, em visita de rotina ao Centro, detectou um grave defeito nas pernas, apontando desgaste nas rótulas...Esse macho Vivia no Grupo do Raí, de ondefoi sumariamente expulso, quando a fêmea deu sinais de estar esperando seu primeiro bebê. Ainda jovem, hoje com 4 anos, já tem sua família, pois adotou três pequenos:





 

a) Cauê e Cauã - Cauê: Encaminhado pela Clínica Veterinária "Toca dos Bichos.  Aparenta ter quase dois anos de idade. Foi apreendido no Lami, onde vivia aprisionado com os índios da Região. Pesava meio quilo e precisou tomar cálcio, ser desvermifugado... passando por outros procedimentos, para garantir sua saúde. Hoje vive num recinto grande com uma família. Cauã: Mais velho, com pouco mais de dois anos de idade, proveniente do município de Caxias do Sul, foi encaminhado à Toca dos Bichos pelo Ibama, quem fez a apreenção. Chegou tímido, mas agora brinca e está mais solto com a família que encontrou.


b) Glô-
Menorzinha, com cerca de 1 ano de idade, também foi encaminhada pela Clínica. Sua procedência é a Região do Lami. ela é mansa e quer o aconchego humano, mas, no recinto é independente e brinca bastante.

Grupo Guto

Guto – Aos 05 de agosto de 2005 a Equipe do Primaves foi recolher um pequeno bugio-ruivo, macho, de 6 meses de idade, que vivia na casa de um médico veterinário no município de Santa Cruz do Sul, RS. Fora encontrado junto ao corpo de sua mãe morta, com apenas 1 mês de idade. Foi devidamente atendido pelo médico veterinário que o entregou aos cuidados do Primaves. Como aos demais foi dispensado a ele os devidos cuidados, até juntar-se ao Grupo, que crescia. É muito ativo e cheio de saúde. Hoje, com quase três anos de idade, lidera um grupo de infantes, assumindo a incumbência de criá-los num clima de total amizade e afinidade.

 



 

Cacau – Transferida do Criadouro "Arca de Noé", chegou em outubro/2007 para compôr com o Guto um novo grupo. É ativa e imediatamente integrou-se com o macho.








Théo -
Chegou ao Primaves, proveniente do município de Soledade, onde vivia em cativeiro doméstico. Após exames médicos verificou-se que estava com pneumonia.  Hoje, aceito pelo grupo, encontrou uma família com a qual convive bem.


Grupo Yago




Yago –
Este primata chegou transferido do Zoológico de Canoas, que o encontrou traumatizado num Pet Shop. Fora identificado como um macho infante, mas seu porte e coloração não deixaram dúvidas de que se tratava de um juvenil, de aproximadamente quatro anos de idade! De início teve dificuldades em aceitar os pequenos do grupo, maltratando-os com mordidas e persseguições. Hoje lidera a família e oferece aconchego aos menores.

 





Drica – A femeazinha, hoje com dois anos, chegou com apenas 30 dias de vida. Após o furacão que atingiu o município de Muitos Capões, no RS, foi encontrada por um caminhoneiro, junto ao corpo sem vida de sua mãe. Esse senhor levou-a ao Zoológico da Universidade de Caxias do Sul, onde recebeu os primeiros socorros de urgência, pois aparentava ter apenas ter entre 15-20 dias de vida. As veterinárias e a bióloga  revezaram-se para que tivesse cuidados initerruptos, até o dia 16-09-2005, quando a trouxeram ao Primaves. É amorosa, ativa, brincalhona e chorona, demonstrando esse comportamento todas as vezes que se separava do grande “urso” que ganhou do pessoal do Zôo, e com o qual manteve laços estreitos de mãe e filha.




Jack –
Filhote de bugio-ruivo, de aproximadamente 1 ano e 7 meses de idade. Foi integrado em setembro/2006. É um animal sadio e amável, foi muito bem tratado pela veterinária do CETAS de Tijucas do Sul, no Paraná.

 






Jully –
Filhote de bugio-ruivo de aproximadamente 1 ano e 5 meses de idade. Chegou com Guga e Jack. É inquieta, brincalhona, e assim como o companheiro, foi tratada com cuidado e carinho no CETAS. Desenvolveu um apego especial ao Jack e, quando pequenina não o deixava em paz, a não ser durante o dia, quando interagia com os outros filhotes do grupo.



Cindy –
A pequena, com aproximadamente 1 ano e 06 meses de idade, fez um longo percurso até chegar ao Primaves aos 28/12/2006. Fora encontrada junto ao corpo da mâe morta, em Barra do Ribeiro. Passou pelo CETAS de Pelotas e foi encaminhada ao CETAS de Sapucaia do Sul, quando foi destinada ao Primaves. É muito irriquieta, brincalhona e saudável.

 







Jasper – Chegou ao Primaves no dia 09 de janeiro de 2007, aparentando mais de 3 meses de idade. Foi encontrado em Santa Lúcia, Distrito de Caxias do Sul, junto ao corpo da mãe morta. O Zôo da Universidade de Caxias do Sul o acolheu e encaminhou ao criadouro. Durante os exames de rotina foi encontrado chumbinho na base da cauda, reforçando a suspeita da causa da morte da mãe.


Grupo dos bêbes 1/2007



Micky – Nasceu no Primaves aos 02/08/2007. Primeiro filho da Bebel e do Raí, está sendo criado no berçário, após a morte de sua mãe, quando completava o segundo mês de vida. É alegre, tranqüilo, mas muito dependente.

 


 

 

Max – Chegou ao Primaves no dia 12/11/2007, transferido do Zoológico de Caxias do Sul. Fora apreendido com aproximadamente 1 mês de vida. Com dois meses apresenta o corpo peludo e os braços grossos e fortes.





Mila – A caçulinha do Primaves, que chegou com o Max, também recebeu os primeiros cuidados no Zôo de Caxias do Sul, onde foi entregue com aproximadamente 15 dias de idade. Foi encontrada sozinha, abandonada, num caminho de terra no interior de Lagoa Vermelha. É mais esperta e viva que os dois machinhos com os quais vive. Alimenta-se bem e brinca muito com os irmãos.

 

 

 

Caco - Pequenino, com pouco mais de 2 meses de idade chegou o Caco, encaminhado pelo Ibama de Porto Alegre. Sua procedência é duvidosa e veio de uma região perigosa pela "Febre Amarela". Foi encontrado junto ao corpo da mãe morta, juntamente com outros dois bugios. Felizmente estava sadio. Tem muito apetite e, além de mamar muito, já se alimenta de frutas. Vive agarrado à mãe e ao pai postiços (dois macacos de pelúcia), com os quais adora brincar.  Aguarda companhia de novos irmãozinhos.

 

BUGIO-PRETO

É a segunda espécie de bugios do Rio Grande do Sul, encontrando-se em locais bem definidos no estado. No Primaves há dois grupos formados.

Grupo Keiko

Keiko – Sua história é longa e sofrida. Nasceu como primeiro filho macho de um casal de bugios que viviam nos quintais pertencentes a duas famílias, que os aceitavam na pequena área de 1 ha, no município de Santiago, RS. Com a morte inesperada da mãe o macho adulto fugiu do local e o jovem adulto, com sua irmã Palomita, perderam-se na cidade sendo recolhidos na Universidade (URI). O grupo vinha sendo monitorado pela EPRIM desde o ano 2001. Foram depois encaminhados ao Criadouro “Arca de Noé”. Como eram irmãos, o macho foi colocado à disposição e o Primaves o acolheu no dia 02 de abril de 2005.  É o lider do grupo, tranquilo e atento; adaptou-se com os demais e almeja-se que forme sua própria família.







Catita –
Foi o primeiro Primata do Criadouro. Através de denúncia foi retirada das mãos de seu "dono", que arrancou-a, ainda muito nova, dos braços de sua mãe, perseguindo o bando no interior do município de São Borja, RS.  No cativeiro doméstico onde vivia, amarrada na corrente, como um cão, recebia alimento sujo e inadequado. Para surpresa de todos, morava ao lado do Primaves, no Distrito de Bela Vista. Resgatada pelo diretor, nas vésperas do ano Novo de 2004, chegou assustada, mas adaptou-se em seguida, pois sua vida mudara radicalmente. Hoje, com três anos e oito meses mostra-se alegre, lider, vivaz e inteligente, comandando o grupo, brincando sem parar, com seus "irmãos".



Kaíque – Conduzido pelo Ibama (26-04-2005), após apreensão em Uruguaiana, RS, o macho de dois anos recebeu o nome de Kaíque. Para êle não foi fácil ser retirado do cativeiro doméstico onde vivia, para viajar sozinho, numa confortável caixa de transporte até Porto Alegre, onde permaneceu alguns dias numa clínica veterinária, para depois chegar a Passo Fundo. Diferente de outros que chegam com sinais de maus tratos, esse macho era bem composto, pesado e bonito, exibindo uma pelagem negra brilhante. Suas marcas, entretanto eram psicológicas e sofreu horrivelmente para adaptar-se, longe das pessoas. Graças à paciência e o amor do diretor do Primaves, aos poucos foi acostumando-se com os outros bugios. Hoje, aos quatro anos, sofrerá um forte baque se, porventura, ocorrer uma separação da sua família!


Grupo Guga




Guga- 
Bugio preto (A. caraya) macho adulto, de aproximadamente 10 anos de idade. Chegou ao Primaves no dia 02 de setembro de 2006, acompanhado de Jack e Jully (bugios-ruivo). O animal já deveria estar no Centro há aproximadamente 3 anos. Viveu isolado no CETAS de Tijucas do Sul / PR, onde sua carência afetiva expressou-se devido à solidão, em perda total do pêlo, diarréias e profunda depressão. Ao chegar mostrava sinais de apatia. Foi com cuidado e carinho que, aos poucos, foi relaxando... o pêlo cresceu e a aparência mudou, assim como sua alimentação diária. Hoje é o líder desse grupo.






Jerry –
O caçula desse bando é argentino e sua história também não foi fácil. Um homem encantou-se com o bichinho, de aproximadamente 8 meses, criado por uma família em Paso de los Libres (nesse país é permitido criar animais silvestres em residências). Insistiu tanto que a família acabou por entregar-lhe o infante. Ao chegar a Porto Alegre passou algum tempo com essa pessoa, que resolveu doá-lo ao Ibama. Passou alguns dias numa Clínica veterinária e logo foi conduzido pelo coordenador do Zoológico de Canoas até o Centro, no dia 10 de junho de 2005, grudado no seu pai fictício, um macaco de pelúcia preto! Hoje é um bugio completamente integrado. 

 

Ícaro -  Infante, de aproximadamente cinco meses de idade chegou ao Primaves na tarde do dia 05 de abril de 2006. Proveniente de Uruguaiana essa cria foi encontrada com pouco menos de 2 meses de idade por um casal, que o conduziu a Vacaria, RS. Era mantido preso por uma corrente ligada a uma “peiteira" usada por cães, até ser entregue à Patram, que o conduziu ao Zoológico de Caxias do Sul, de onde foi encaminhado ao Primaves. É um líder, apesar da pouca idade...

 







Tcheska - 
Em busca de uma fêmea para o líder (Guga) o CETAS de Tijucas do Sul recebeu-a. A fêmea fora atropelada, machucando a cabeça e a bacia. Foi tratada numa clínica veterinária no Paraná e encaminhada ao Primaves em 2007. É tímida, mas tem boa comunicação com os membros do Grupo, embora ainda demonstre problemas motores.

 



Lilica -
Aos 03 de janeiro de 2008, juntamente com outras aves chegou um exemplar de bugio-preto, fêmea, muitíssimo magra, praticamente pele e ossos, de grandes olhos assustados. Foi entregue pelo Criadouro São Braz, de Santa Maria, RS, cujo proprietário informou que o animal fora atropelado e havia passado mais de 60 dias no Hospital Veterinário, onde seu estado se agravou devido ao fato de ser exposta ao público, ali mesmo.  Sob forte pressão e estresse acentuado a reação imediata foi a queda total dos pêlos do corpo e dos membros, deixando a mostra o esqueleto.  Assim chegou a femeazinha que atendia pelo nome de Lilica.  Hoje, após ser tratada com medicamentos para pneumonia e anemia, já tem pelagem nova, está mais tranquila e adquiriu carne, mas, ainda está sob observação.

 

 

 
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