Os Primatas
A Equipe de Primatas da Universidade de Passo Fundo (EPRIM) vem desenvolvendo, desde o ano 2000, um projeto que visa mapear as populações de primatas no Rio Grande do Sul, conhecer o estado de conservação em que se encontram, o número de macacos que compõem os bandos e as condições das matas onde vivem.
A partir do ano 2008 a Equipe passará a fazer parte do Departamento científico da CONVIDAS assim como a execução de seus projetos de campo e de cativeiro, com Primatas e Aves.
Projeto Conservação de Primatas no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul ocorrem três espécies:

Alouatta guariba clamitans (Bugio-ruivo)
São reconhecidos pela coloração da pelagem.
Os machos adultos são fortemente avermelhados e robustos.
As fêmeas são menores e possuem coloração castanha escura, com tonalidades ruivas. Os jovens e os filhotes são pretos.
Habitam as matas que recobrem os morros e as restingas da Floresta Atlântica, ocorrendo também nas Florestas com Araucária, de onde retiram seu alimento.
Estão ameaçados de extinção: Categoria Vulnerável!

Alouatta caraya (Bugio-preto)
Os machos adultos são inteiramente pretos, grandes e robustos; as fêmeas adultas apresentam coloração bege-palha, e os jovens e filhotes são loiros, muito claros. Os machos subadultos apresentam uma mescla de cores, entre o bege e o preto; progressivamente vão escurecendo e mudando sua aparência, até que se tornam adultos.
Habitam a Floresta Estacional Decidual, a Savana e as regiões de Estepe vivendo nas matas de galeria, ao longo dos rios e nos bosques ripários, adaptando-se com relativa facilidade aos diferentes ambientes alterados pelo homem.
No Rio Grande do Sul estão ameaçados: Categoria Vulnerável!

Cebus (Sapajus) nigritus (Macaco-prego)
Machos e fêmeas são muito parecidos, diferindo no tamanho corporal. A coloração da pelagem é negra e no verão muda drasticamente, de um dia para outro, para a coloração pinhão. Apresentam tufos de pêlos negros no alto da cabeça sendo característica a faixa de pêlos brancos, muito finos, dos lados da face, nos machos e, nas fêmeas um tufo esbranquiçado, nas bochechas.
A espécie ocorre na Floresta Atlântica e nas Matas com Araucárias, encontrada, muitas vezes, compartindo o mesmo ambiente com o bugio-ruivo.
São perseguidos e mortos, inescrupulosamente, por alimentarem-se nas lavouras de milho, cultivadas nas bordas e dentro das matas! Não existem dados suficientes sobre seu estado de conservação, mas acredita-se que estejam próximos da extinção!
Família Callithrichidae (Sagüis)
São primatas do novo mundo. Pequeninos e graciosos, medindo, aproximadamente, 30 cm de comprimento. Machos e fêmeas são muito parecidos, de coloração cinza, mesclados com amarelo ouro entre as listas negras do corpo e da cauda, exibindo uma mancha branca na testa, daí conhecidos também como Mico-estrela.
São muitas as espécies dessa família, cujo habitat natural é o Cerrado, a Floresta Atlântica e a Floresta Amazônica. Não há populações vivendo em ambiente natural no Rio Grande do Sul, devido, provavelmente, ao clima.
São duas as espécies mais encontradas no estado, vivendo em cativeiros domésticos, vitimas do tráfico e do comércio ilegais, a maioria das vezes, sob péssimas condições de cativeiro:

Callithrix jacchus (Sagüi-do-tufo-branco)
Dorso pardacento, peito e ventre manchados de ocre, variando entre o preto e o cinza, mesclado com pelos de cor amarelo-ouro. Apresentam face escura com mancha branca na fronte. Circundando as orelhas nuas aparecem tufos de pelos brancos, abrindo-se em leque. Também são denominados Sagüis-do-nordeste.

Callithrix penicillata (Sagüi-do-pincel-preto)
São parecidos com os anteriores. O grande diferencial está nos tufos de pelos longos, escuros, parecendo pincéis, de ambos os lados da cabeça. Também saõ conhecidos como Mico-estrela e como Sagüi-do-cerrado.
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