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Projetos
1 - "Conservação de Primatas no Rio Grande do Sul: Distribuição, Mapeamento e Densidade Populacional". (em andamento)
2 - "Nutrição e Enriquecimento Ambiental no Centro de Acolhimento de Primatas e Aves (Primaves)". (em andamento)
3 -" Programa de Conservação doBugio Preto Alouatta caraya (Humboldt, 1812), no Rio Grande do Sul".
Segundo os dados de Codenotti et al., 2002; 2006 (no prelo), o bugio preto (Alouatta caraya) está sob forte pressão no Rio Grande do Sul e pode estar ascendendo à categoria criticamente em perigo de extinção, considerados os critérios da IUCN, 2003: insuficiente número de indivíduos, caça, fragmentação, degradação e destruição do habitat...
Para aumentar a probabilidade de sobrevivência da espécie, o grande desafio é o de reduzir ao máximo as pressões negativas sobre suas populações e sobre o que sobrou dos remanescentes de pequenos fragmentos, que constituem seus habitats. Para tal, torna-se urgente a implementação de ações dirigidas à remoção dos riscos de perda dessa diversidade.
A Equipe de Primatas da UPF (EPRIM), em conjunto com a ONG "Associação para Conservação da Vida Silvestre" (CONVIDAS) está preparando um Programa para a conservação de A. caraya no estado do Rio Grande do Sul, esperando contribuir com ações conservacionistas que possam minimizar as pressões sobre as populações e sobre seus habitats naturais.
O Programa sugere proteção e conservação das áreas de vida de A. caraya, mediante um plano de ações de imediata execução, compartilhado pelas Prefeituras e pelos proprietários das áreas envolvidas.
O Programa está composto de cinco Projetos:
1. Genética Molecular – análises envolvendo os problemas de endogamia nas populações selecionadas.
2. Ecologia e Comportamento – estudos de ecologia que envolvam riscos de extinção às populações que habitam as áreas selecionadas. Estudos do comportamento desses grupos frente à destruição dos bosques, matas ciliares e de toda ação antrópica desfavorável, que ameaça a sobrevivência da espécie.
3. Botânica – recuperação adequada das áreas consideradas críticas, com plantio de vegetação nativa, inerente a cada região e recuperação das matas ciliares das principais bacias (em pontos bem determinados).
4. Educação ambiental - voltada para a conservação, de forma contínua e permanente, especialmente com os orgãos públicos e autoridades competentes, ampliando a proteção aos grupos, com fiscalização presente, impedindo as capturas e a matança dos bugios; com os proprietários de terras, na tentativa de conquistar parceiros nessa luta. Também será atingida toda a rede escolar dos municípios onde os projetos serão aplicados.
5. Áreas adequadas para reintrodução e soltura – seleção de áreas possíveis e adequadas para reintrodução e soltura de famílias de bugios, com análises multidisciplinares.
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